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As mesmas palavras, mas com sabor de novidade! dezembro 11, 2010

Posted by Eric Araújo in Dicas, Educação, FAGAMMON, Lavras, Reflexão.
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Esse ano foi um ano muito especial. Apesar de ainda não ter acabado, e de ter muita coisa pela frente, para alguns colegas de caminhada o ano se delineia como um marco histórico em suas vidas.

Hoje pela manhã pude ver alegrias, lágrimas, lembranças e muita, mas muita coisa boa durante a colação de grau da 5ª turma de Sistemas de Informação da FAGAMMON. Pude ainda ser agraciado com uma grande homenagem, que certamente marcou e jamais será esquecida.

Dessa forma, quero deixar aqui registrada uma mensagem simples, talvez até com requintes de repetição, mas sincera e dedicada à vocês.

A turma de formandos desse ano começou o ano com olhar desconfiado, com reivindicações sérias, com sede de conhecimento. Ao longo desses 10 meses de aulas discutimos, propomos melhorias, trabalhamos juntos, aprendemos, sorrimos, ficamos sérios, erramos, acertamos, e nesse processo todo algo me impactou mais: a vontade de saírem preparados para o mercado de trabalho.

O tal mercado, tão falado, reforçado, utilizado como motivação para o aprendizado, agora está à porta de vocês, e acreditem, vocês estão preparados! Não pelo conhecimento, que é vasto e impossível de ser repassado em quatro anos, não pela bagagem que puderam ter durante todo esse tempo, mas pelo simples fato de estarem conscientes de que a formação de vocês não termina aqui. É preciso mais, e muito mais!

A área para o qual adentram nesse momento é repleta de dinamismo, de paradigmas que mudam constantemente, de novas tecnologias, de linguagens, processos, métodos recém incorporados nas empresas. A etapa que venceram é apenas mais uma na longa jornada, e o que poderiam levar de mais valioso é visível nas atitudes de vocês: responsabilidade, compromisso, engajamento, seriedade, entre outras tantas qualidades que podemos enumerar.

Nessa caminhada, muitas coisas acontecerão. Erros, descaminhos, voltas, revoltas, relações conturbadas, redes de contato, e a cada dia perceberão o quão importante foi se sacrificar por esses longos anos em um curso superior. Vocês agora são bacharéis, pessoas notáveis na sociedade, que tiveram um diferencial na sua formação, e que nunca terão isso tirado de vocês.

O que posso dizer como padrinho, em primeiro lugar, é “muito obrigado!”. Vocês me ensinaram muito. Jamais esquecerei as broncas, os sorrisos, as conversas, entre tantos momentos especiais que passamos juntos. Em segundo lugar, quero dizer que podem contar comigo, sempre. Não pensem que acabou, nunca! Lutem pelo seu espaço! Vocês são capazes de ir alto! E por último, quero deixar o meu “até logo”, certo do sucesso e da notoriedade de vocês no que vem pela frente!

Com carinho, um abraço apertado em todos vocês!

Eric

Patrono da 5ª turma de BSI  – FAGAMMON – 2010

Assassinato do respeito e dos valores nobres da sociedade dezembro 8, 2010

Posted by Eric Araújo in Educação, Violência.
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Prezados, ao chegar em casa me deparei com a notícia de uma covardia executada em Belo Horizonte. Estou realmente chocado, e não se trata do problema das torcidas organizadas, que há tempos já vem despejando toda a sua falta de humanidade em todos os lugares por onde passam.

A notícia é referente à morte de um professor, assassinado dentro da instituição de ensino na qual trabalhava, em pleno horário de trabalho. Caso queiram ver a notícia, a mesma se encontra em http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2010/12/07/interna_gerais,196913/professor-universitario-morre-ao-ser-esfaqueado-por-aluno-dentro-de-faculdade-no-lourdes.shtml

A minha revolta está atrelada a várias posturas e infelizes atitudes de grande parte dos  alunos que entram todos os dias nas faculdades do Brasil, sejam essas federais ou privadas. O desrespeito ao professor chegou ao seu ápice em nossa sociedade.

Em países como Japão e do Oriente Médio, o professor é considerado uma figura notável, e dificilmente sofre o que sofrem os docentes do ocidente. A reprovação, a nota baixa é motivo de vergonha para o aluno, e o seu sucesso é totalmente envolvido pelo compromisso do professor com o seu ensino. Isso não isenta as faculdades do oriente de contarem com professores ruins, mas o respeito e os valores são fortemente difundidos e presentes.

O que vemos no Brasil, infelizmente, é exatamente o contrário. Os professores são cobrados pelas notas baixas, pelas avaliações ruins, pela falta de estudos dos estudantes, entre outras cobranças totalmente infundadas. Atrelado ao ambiente pesado de trabalho dos professores no Brasil, nos deparamos ainda com leis que protegem os alunos que querem dar um “jeitinho”, vencer pelo cansaço ou, como dizem alguns, apenas pegar o diploma.

A profissão de professor tem se tornado perigosa. Reprovar um aluno envolve receber uma série de críticas, ter que se deparar com situações constrangedoras, onde palavras mal faladas, parentes, políticos e todo o aparato de defesa entram em cena. Coibir as cópias é banalidade, é ridículo, é fazer com que o professor ganhe o estigma de turrão, ignorante, sem noção. Promover um ensino de qualidade e exigir mais dos alunos chega a ser visto como absurdo, afinal “eu pago em dia”, tenho o direito de ser aprovado, ou, “eu venho a todas as aulas”, tenho o direito de ser aprovado.

Aqui, a educação é responsabilidade total do professor. O aluno apenas tem a responsabilidade de assistir as aulas, e nada mais! Caso o mesmo não aprenda, o professor é ruim, defasado, não tem critério, não tem metodologia.

Estou cansado, de fato, já novo, de tamanha covardia cometida pelo sistema de educação, pela sociedade e pelas famílias, que educam nossos estudantes. Hoje esse mesmo sistema, regado de alunos que nunca ouviram “não” dentro de casa, que não arcam com suas responsabilidades, que não sabem abaixar a cabeça e recomeçar, acabou de matar um professor. E não me espanta que este não seja o primeiro caso que me deparo. Ainda quando estudante, tive em minha instituição de ensino um caso de professor espancado por reprovar alunos formandos.

Não estou aqui dizendo que os professores são sempre certos, mas me pergunto onde estão os valores que promovem respeito àqueles que são responsáveis por formar os futuros profissionais do mercado de trabalho, os detentores do saber, os mestres?

Tomara que Deus possa cuidar de nossa sociedade, dotando-a de saúde mental, de responsabilidade e juízo. Somente Ele para mudar esse quadro, que me entristece profundamente e me faz ver a luz no fim do túnel se apagando… Pensem nisso…

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